Com o paciente em posição supina, observe à vista anterior a marcação onde o limite do descolamento está, medialmente, a cerca de 2cm (linha cheia) da margem anterior da tíbia (linha tracejada).
Na vista posterior, notar a marcação da linha de incisão de cerca de 4 a 5cm, medialmente, sobre a prega horizontal da fossa poplítea. A área do descolamento deve ter limite superior de 6cm da fossa poplítea (linha cheia horizontal, tangente à área de descolamento). A linha mediana marcada na perna passa entre os dois ventres do músculo gastrocnêmio até 4 a 5cm do maléolo medial (linha cheia horizontal tangenciando a área de descolamento).
Com o paciente em decúbito ventral horizontal, o cirurgião confere com o molde da prótese, a marcação da área de descolamento.
A incisão é realizada e, com tesoura romba (Metzembaun), atinge-se a fáscia superficial da perna.
Observe a colocação da prótese com o instrumento guia que se adapta à prótese. Com movimentos suaves, o cirurgião introduz a prótese na área previamente descolada.
Na figura, notar pela secção da pele do terço superior e medial da perna, a posição da prótese seguindo o plano de demarcação do descolamento.
A sutura da fáscia superficial é realizada com pontos separados de nylon 3-0 ou 4-0.
Na mesma secção transversal da perna, notar a posição da prótese já colocada.

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• R:Esta cirurgia permite-nos colocar as cicatrizes bastante disfarçadas, o que é muito conveniente nos primeiros meses. Para melhor esclarecê-la sobre a evolução cicatricial, vamos relatar os diversos períodos pelos quais as cicatrizes infalivelmente passarão:
a) PERÍODO IMEDIATO: Vai até o 30ºdia e apresenta-se com aspecto pouco visível. Alguns casos apresentam uma discreta reação aos pontos ou ao curativo.
b) PERÍODO MEDIATO: Vai do 30º dia até o 12º mês. Neste período há o espessamento natural da cicatriz, bem como se inicia uma mudança de sua cor, passando para mais escuro que vai, aos poucos, clareando. Não podemos apressar o processo natural da cicatrização, e o período tardio geralmente diminui os vestígios cicatriciais.
c) PERÍODO TARDIO: Vai do 12º ao 18º mês. Neste período, a cicatriz começa a tornar-se mais clara e menos consistente, atingindo, assim, o seu aspecto definitivo. Qualquer avaliação do resultado definitivo da cirurgia, no tocante à cicatriz, deverá ser feita após este período.
• P: ONDE SE LOCALIZAM AS CICATRIZES E PRÓTESES?
• R:Na prega posterior do joelho mais ou menos 5 cm de extensão. As próteses estarão localizadas atrás da fascia muscular interna ou externa do músculo gastrocnemio. Por este motico não preenche a canela.
• P: COMO FICARÃO AS CICATRIZES?
• R: As cicatrizes serão permanentes, e vão se modificando com o decorrer do tempo. Cada paciente comporta-se diferentemente de outro, em relação à evolução das cicatrizes, podendo, mesmo, em alguns casos, tornar-se imperceptível.
Certas pacientes podem apresentar tendência à cicatrização inestética (cicatriz hipertófica e quelóide). Este fato deverá ser discutido, durante a consulta inicial, bem como suas características familiares. Pessoas de pele clara tendem a desenvolver menos este tipo de cicatrização.
Vários recursos clínicos e cirúrgicos nos permitem melhorar tais cicatrizes inestéticas, na época adequada. A cicatriz hipertrófica ou quelóide, não devem ser confundidas, entretanto, com a evolução natural do período mediato da cicatrização. Qualquer dúvida a respeito da sua evolução cicatricial deverá ser esclarecida durante seus retornos pós-operatórios, quando se pode fazer a avaliação da fase em que se encontra.
• P: EXISTE CORREÇÃO PARA CICATRIZES HIPERTRÓFICAS?
• R:Vários recursos clínicos e cirúrgicos nos permitem melhorar tais cicatrizes inestéticas, na época adequada. Não se deve confundir, entretanto, o “período mediato” da cicatrização normal (do 30º dia até o 12º mês) como sendo uma complicação cicatricial. Geralmente não realizamos correções cicatriciais antes de 6 meses. Qualquer dúvida a respeito da sua evolução deverá ser esclarecida comigo.
• P: COMO FICARÃO MINHAS PERNAS, EM RELAÇÃO AO TAMANHO CONSISTÊNCIA?
• R: As pernas terão seu volume aumentado através da cirurgia, melhorando sua consistência e forma com a intervenção cirúrgica. Assim é que, neste caso, pode-se escolher o novo volume, pois se dispõe de vários tamanhos e tipos de próteses de silicone a serem introduzidas. Deverá existir uma harmonia entre o volume das pernas e coxas e o tamanho do quadril, característica esta que deve ser objetivada no planejamento da cirurgia. As pernas operada passará por vários períodos evolutivos em função do processo cicatricial.
a) PERÍODO IMEDIATO: Vai até o 30º dia. Neste período, apesar das pernas se apresentarem com aspecto melhorado, sua forma e volume ainda estão além do resultado planejado. Geralmente ainda estão muito inchadas.
b) PERÍODO MEDIATO: Vai do 30º dia até o 3º mês - Neste período, as pernas começam a apresentar uma evolução que tende à forma definitiva. Ainda existe, neste período, um certo grau de “inchaço” dos gluteos; além disso, o aspecto cicatricial encontra-se em plena fase de transição.
a) PERÍODO TARDIO: Vai do 3º até o 18º mês. É o período em que as pernas atinge seu aspecto definitivo (cicatriz, forma, consistência, volume, sensibilidade, etc.).
• P: O PÓS-OPERATÓRIO DESTA CIRÚRGICA É DOLOROSO?
• R: Geralmente ocorre manifestação dolorosa de graus variáveis, comumente associada ao movimento de deambulação, que costuma regredir com analgésicos comuns e uso de meias compressivas.
• R:Anestesia geral; peri-dural ou raquianestesia sob sedação. A escolha da técnica empregada será a cargo do anestesista da equipe, de acordo com os critérios científicos rigorosos que cada caso demanda.
• P: QUANTO TEMPO DURA O ATO CIRÚRGICO?
• R:Em média de 2 horas. Entretanto, o tempo de ato cirúrgico não deve ser confundido com o tempo de permanência do paciente no ambiente de Centro Cirúrgico, pois, esta permanência envolve também o período de preparação anestésica e recuperação pós-operatória. Durante o ato operatório, poderá ser emitido periodicamente boletins sobre a cirurgia e o estado da paciente, caso a família queira.
• P: QUAL O PERÍODO DE INTERNAÇÃO?
• R:De 24 horas, geralmente.
• P: SÃO UTILIZADOS CURATIVOS E DRENOS?
• R:Sim. Curativos elásticos e/ou modelantes, especialmente adaptados a cada tipo de pernas. São trocados periodicamente pela minha equipe. Os drenos, não são utilizados.
• P: QUANDO SÃO RETIRADOS OS PONTOS?
• R:Entre o 10o. e o 20o. dia pós-operatório, devendo ser rigorosamente realizados pela minha equipe.
• P:QUANDO PODEREI RETORNAR AOS MEUS EXERCÍCIOS?
• R:Depende do tipo de exercícios e da evolução individual, não existe um período padrão. Exercícios pesados devem aguardar de 30 a 60 dias.
• P: O QUE VEM A SER O ENDURECIMENTO DAS PERNAS (CONTRATURA CÁPSULAR) ?
• R:Conhecida popularmente como rejeição, é uma retração exagerada da cápsula fibrosa (cicatriz interna) que se forma em torno da prótese, que determina diferentes graus de endurecimento à região, quando palpada. Alguns casos podem sofrer retração e em casos de esvaziamento, esta retração poderá ser mais acentuada, se isto ocorrer as próteses poderão ser retiradas e trocadas.
Posteriormente, ambos, eu, cirurgião, e você, paciente, poderemos ponderar sobre a conveniência ou não da reintrodução de outras próteses, com um diferente plano de introdução ou outra conduta que melhor se adapte ao caso. A retração da cápsula não reflete um problema cirúrgico, mas sim, um comportamento reacional exacerbado do organismo, devido à presença das próteses de silicone.
• P: QUANDO O RESULTADO SERÁ DEFINITIVO?
• R:Apesar do resultado imediato e mediato serem satisfatórios, somente entre o 12º e 18º mês é que as nádegas atingirão sua forma definitiva. Toda e qualquer preocupação da sua parte deverá ser transmitida à mim que lhe prestarei os esclarecimentos complementares necessários. Um curto período de depressão emocional poderá ocorrer nas 1as semanas, devido ao aspecto transitório e geralmente advém da ansiedade de se atingir o resultado final. Lembre-se que nenhum resultado de cirurgia de nádega pode ser considerado definitivo antes de pelo menos 12 meses.
Caso o paciente venha a perder parcialmente ou mais raramente, totalmente o resultado estético por ganho excessivo e inadequado de peso, uma nova cirurgia não será considerada como refinamento, e serão cobrados normalmente os honorários.
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