Observe a anatomia da região glútea com a fáscia superficial do tipo I e sua distribuição em colméias da classificação de Porto de Rocha.
A figura mostra a anatomia glútea com a fáscia superficial tipo II da classificação de Porto Rocha.
Note a disposição das fibras do músculo glúteo máximo.
Com azul-de-metileno, a marcação é realizada para, antes da colocação da prótese, delinear com lipoaspiração o contorno da região pélvica.
Observe a marcação das margens superiores das cristas ilíacas e do sulco infraglúteo, dividindo-se o comprimento total dessas duas referências em três terços iguais. O implante glúteo ficará posicionado no terço médio, no espaço intramuscular, e somente o seu pólo superior ficará no subcutâneo para dar a forma anatômica e estética dos glúteos após o posicionamento final da prótese.
A prótese é colocada sobre a nádega e seu contorno é marcado com azul-de-metileno, medida que facilita a orientação da área a ser descolada.
A marcação deve ser conferida com a paciente sentada, pois a prótese não deve ser posicionada sobre a área da região glútea que toca o assento (“zona de apoio glúteo”). O ponto O, é o ponto da maior projeção que se deseja de acordo com cada nádega (cada paciente).
Pelo corte mediano a figura, podemos visualizar com a elevação da pele por ganchos simples a escassez de tecido gorduroso da região mediana sacral.
Uma ilha de pele é demarcada sobre a linha mediana sacral e o cirurgião deve proceder à sua desepidermização. A ilha de derme resultante será utilizada para a ancoragem das bordas da ferida cirúrgica, mantendo a naturalidade da fenda interglútea.
Com o afastador de Ferabeuf, podemos visualizar o segmento medial do músculo glúteo máximo já exposto.
Após o pequeno descolamento do músculo glúteo máximo da fáscia superficial, a direção das fibras é identificada e o acesso ao sítio da prótese é realizado por divulsão das fibras como mostra a figura.
Com o auxílio do médico assistente, a prótese é introduzida na área descolada. Os afastadores posicionados durante o descolamento não devem ser retirados para que o plano de dissecção não seja perdido.
Notar a prótese oval já posicionada sob as fibras do músculo glúteo máximo.

Após o posicionamento da prótese, a sutura para aproximação das fibras do músculo glúteo máximo é feita com nylon 4-0 por pontos separados e a drenagem do leito é feita com dreno a vácuo.
A derme das bordas da gerida cirúrgica é aproximada com pontos de nylon 4-0 e fixada à ilha de derme deixada sobre o sacro. Tal fixação é importante para a manutenção da naturalidade da fenda interglútea.

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• R:Esta cirurgia permite-nos colocar as cicatrizes bastante disfarçadas, o que é muito conveniente nos primeiros meses. Para melhor esclarecê-la sobre a evolução cicatricial, vamos relatar os diversos períodos pelos quais as cicatrizes infalivelmente passarão:
a) PERÍODO IMEDIATO: Vai até o 30ºdia e apresenta-se com aspecto pouco visível. Alguns casos apresentam uma discreta reação aos pontos ou ao curativo.
b) PERÍODO MEDIATO: Vai do 30º dia até o 12º mês. Neste período há o espessamento natural da cicatriz, bem como se inicia uma mudança de sua cor, passando para mais escuro que vai, aos poucos, clareando. Não podemos apressar o processo natural da cicatrização, e o período tardio geralmente diminui os vestígios cicatriciais.
a) PERÍODO TARDIO: Vai do 12º ao 18º mês. Neste período, a cicatriz começa a tornar-se mais clara e menos consistente, atingindo, assim, o seu aspecto definitivo. Qualquer avaliação do resultado definitivo da cirurgia, no tocante à cicatriz, deverá ser feita após este período.
• P:ONDE SE LOCALIZAM AS CICATRIZES E PRÓTESES?
• R:No sulco interglúteo de mais ou menos 7 cm de extensão. As próteses estarão localizadas atrás do músculo glúteo maior, na parte superior da nádega, acima da linha do sentar. Por isso a prótese não preenche todo bumbum, às vezes tendo necessidade de complemento com gordura (enxertia de gordura através de lipoescultura).
• P:COMO FICARÃO AS CICATRIZES?
• R:
As cicatrizes serão permanentes, e vão se modificando com o decorrer do tempo. Cada paciente comporta-se diferentemente de outro, em relação à evolução das cicatrizes, podendo, mesmo, em alguns casos, tornar-se imperceptível.
Certas pacientes podem apresentar tendência à cicatrização inestética (cicatriz hipertófica e quelóide). Este fato deverá ser discutido, durante a consulta inicial, bem como suas características familiares. Pessoas de pele clara tendem a desenvolver menos este tipo de cicatrização.
Vários recursos clínicos e cirúrgicos nos permitem melhorar tais cicatrizes inestéticas, na época adequada. A cicatriz hipertrófica ou quelóide, não devem ser confundidas, entretanto, com a evolução natural do período mediato da cicatrização. Qualquer dúvida a respeito da sua evolução cicatricial deverá ser esclarecida durante seus retornos pós-operatórios, quando se pode fazer a avaliação da fase em que se encontra.
• P: EXISTE CORREÇÃO PARA CICATRIZES HIPERTRÓFICAS?
• R:Vários recursos clínicos e cirúrgicos nos permitem melhorar tais cicatrizes inestéticas, na época adequada. Não se deve confundir, entretanto, o “período mediato” da cicatrização normal (do 30º dia até o 12º mês) como sendo uma complicação cicatricial. Geralmente não realizamos correções cicatriciais antes de 6 meses. Qualquer dúvida a respeito da sua evolução deverá ser esclarecida comigo.
• P: COMO FICARÃO MINHAS NÁDEGAS, EM RELAÇÃO AO TAMANHO E CONSISTÊNCIA?
• R: Os gluteos terão seu volume aumentado através da cirurgia, melhorando sua consistência e forma com a intervenção cirúrgica. Assim é que, neste caso, pode-se escolher o novo volume, pois se dispõe de vários tamanhos e tipos de próteses de silicone a serem introduzidas. Deverá existir uma harmonia entre o volume das nádegas e o tamanho do quadril, característica esta que deve ser objetivada no planejamento da cirurgia. A nádega operada passará por vários períodos evolutivos em função do processo cicatricial.
a) PERÍODO IMEDIATO: Vai até o 30º dia. Neste período, apesar das nádegas se apresentarem com aspecto melhorado, sua forma e volume ainda estão além do resultado planejado. Geralmente ainda estão muito inchadas.
a) PERÍODO MEDIATO: Vai do 30º dia até o 3º mês - Neste período, a nádega começa a apresentar uma evolução que tende à forma definitiva. Ainda existe, neste período, um certo grau de “inchaço” dos gluteos; além disso, o aspecto cicatricial encontra-se em plena fase de transição.
a) PERÍODO TARDIO: Vai do 3º até o 18º mês. É o período em que a nádega atinge seu aspecto definitivo (cicatriz, forma, consistência, volume, sensibilidade, etc.).
• P:NO CASO DE NOVA GRAVIDEZ, O RESULTADO PERMANECERÁ OU FICARÁ PREJUDICADO ?
• R:Não se pode prever a ação da gravidez sobre as nádegas, podendo haver preservação da forma, e em outros casos, queda em graus variáveis, muito relacionado com grandes ganhos de peso.
• P:O PÓS-OPERATÓRIO DESTA CIRÚRGICA É DOLOROSO?
• R:Geralmente ocorre manifestação dolorosa de graus variáveis, comumente associada ao movimento de deambulação e sentar, que costuma regredir com analgésicos comuns.
• R:Anestesia geral; peri-dural ou raquianestesia sob sedação. A escolha da técnica empregada será a cargo do anestesista da equipe, de acordo com os critérios científicos rigorosos que cada caso demanda.
• P:QUANTO TEMPO DURA O ATO CIRÚRGICO?
• R: Em média de 2 horas. Entretanto, o tempo de ato cirúrgico não deve ser confundido com o tempo de permanência do paciente no ambiente de Centro Cirúrgico, pois, esta permanência envolve também o período de preparação anestésica e recuperação pós-operatória. Durante o ato operatório, poderá ser emitido periodicamente boletins sobre a cirurgia e o estado da paciente, caso a família queira.
• P:QUAL O PERÍODO DE INTERNAÇÃO
• R: De 24 horas, geralmente.
• P:SÃO UTILIZADOS CURATIVOS E DRENOS?
• R: Sim. Curativos elásticos e/ou modelantes, especialmente adaptados a cada tipo de bumbum. São trocados periodicamente pela minha equipe. Os drenos, quando usados, são retirados em média nas primeiras 24-48 horas.
• P:QUANDO SÃO RETIRADOS OS PONTOS?
• R:Entre o 10o. e o 20o. dia pós-operatório, devendo ser rigorosamente realizados pela minha equipe.
• P:QUANDO PODEREI RETORNAR AOS MEUS EXERCÍCIOS?
• R: Depende do tipo de exercícios e da evolução individual, não existe um período padrão. Exercícios pesados devem aguardar de 30 a 40 dias.
• P:O QUE VEM A SER O ENDURECIMENTO DAS NÁDEGAS (CONTRATURA CÁPSULAR) ?
• R: Conhecida popularmente como rejeição, é uma retração exagerada da cápsula fibrosa (cicatriz interna) que se forma em torno da prótese, que determina diferentes graus de endurecimento à região, quando palpada. Alguns casos podem sofrer retração e em casos de esvaziamento, esta retração poderá ser mais acentuada, se isto ocorrer as próteses poderão ser retiradas e trocadas. Posteriormente, ambos, eu, cirurgião, e você, paciente, poderemos ponderar sobre a conveniência ou não da reintrodução de outras próteses, com um diferente plano de introdução ou outra conduta que melhor se adapte ao caso. A retração da cápsula não reflete um problema cirúrgico, mas sim, um comportamento reacional exacerbado do organismo, devido à presença das próteses de silicone.
• P:QUANDO O RESULTADO SERÁ DEFINITIVO?
• R:Apesar do resultado imediato e mediato serem satisfatórios, somente entre o 12º e 18º mês é que as nádegas atingirão sua forma definitiva. Toda e qualquer preocupação da sua parte deverá ser transmitida à mim que lhe prestarei os esclarecimentos complementares necessários. Um curto período de depressão emocional poderá ocorrer nas 1as semanas, devido ao aspecto transitório e geralmente advém da ansiedade de se atingir o resultado final. Lembre-se que nenhum resultado de cirurgia de nádega pode ser considerado definitivo antes de pelo menos 12 meses.
Caso o paciente venha a perder parcialmente ou mais raramente, totalmente o resultado estético por ganho excessivo e inadequado de peso, uma nova cirurgia não será considerada como refinamento, e serão cobrados normalmente os honorários.
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