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Serviços e Tratamentos
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Cirurgia Plástica
Otoplastia Estética (cirurgia de orelha)
A orelha é tracionada contra a face pelo auxiliar e a pele do fuso demarcado é infiltrada com anestésico.
Pela face medial, a agulha transfixa a concha e faz a anestesia da pele da sua face lateral para a futura ressecção da cartilagem conchal.
A figura mostra a área que deverá ser escarificada na face lateral da orelha na região correspondente à anti-hélice.
A incisão deve ser iniciada com bisturi de lâmina 15 pela margem do fuso próxima à prega cefaloconchal.
Prossegue-se ao descolamento com tesoura delicada em direção ao periósteo da região da mastóide com exposição do músculo auricular posterior que, posteriormente, será desinserido da concha.
O descolamento é estendido para a margem auricular para a reconstrução da anti-hélice.
O pericôndrio é seccionado com bisturi e divulsionado com tesoura delicada na região correspondente à anti-hélice.
Com três agulhas 30x07 transfixamos a cartilagem na altura de anti-hélice e o bisel da agulha é pintado com azul-de-metileno.
As agulhas são retiradas e a marcação tatua a face medial da orelha determinado o posicionamento da futura anti-hélice.
A anti-hélice demarcada é enfraquecida e dobra pela retirada de uma fita de cartilagem sem que haja sua transfixação.
Três pontos em U de mononylon 4-0 são dados nessa região para a manutenção de flexura da cartilagem.
Após a sutura, a definição da nova anti-hélice pode ser avaliada pela vista lateral da orelha.
Observe a anti-hélice já reconstruída e a marcação do excesso da concha sendo realizada pela mesma técnica com agulha 30x07.
Após a transfixação da concha, a agulha é pintada com azul-de-metileno tatuando a cartilagem da concha.
A orelha é tracionada delicadamente em direção à face com ganchos duplos e a cartilagem conchal em excesso é ressecada com bisturi de lâmina 15 sem incisar a pele da face lateral.
Lateralmente ao fuso ressecado na concha dois a três pontos invertidos com mononylon 3-0 são dados entre o periósteo da região da mastóide e a cartilagem conchal.
Observe o novo aspecto da cartilagem auricular após a reconstrução de suas saliências e reentrâncias.
A pele é suturada com mononylon 3-0 com ponto contínuo e intradérmico.

A orelha é uma das partes do corpo humano que poderá trazer o estigma familiar: “O filho tem a orelha do pai”! Muitas vezes a orelha em abano, é encontrada em vários membros da família e constitui uma identificação negativa, principalmente pelo fato de gerar caçoadas na infância, trazendo como conseqüência marcas profundas no comportamento da criança.
Assim é que existe uma idade ideal para se fazer a cirurgia de correção do abano: 5 a 7 anos, período em que a orelha já está totalmente formada e quase igual ao tamanho daquela do adulto. Além do mais, por se tratar de um período pré-escolar, nessa fase começam os problemas de ordem psicológica. Normalmente as seguintes perguntas são feitas por ocasião da 1ª consulta:
As perguntas mais comuns quanto a esta cirurgia são:
• P: A CIRURGIA DA ORELHA EM ABANO DEIXA CICATRIZES?
• R: A cicatriz desta cirurgia é praticamente invisível, por localizar-se atrás da orelha, no sulco formado por esta e o crâneo. Além do mais, como se trata de região de pele muito fina, a própria cicatriz tende a ficar “quase imperceptivel”, mesmo em algumas técnicas que utilizam pequenas incisões na face anterior .
• P: QUAL O TIPO DE ANESTESIA?
• P: QUAL O PERÍODO DE INTERNAÇÃO?
• P: QUANTO TEMPO DEMORA O ATO ClRÚRGICO?
• R: Geralmente em torno de 90 a 120 minutos.Entretanto, o tempo de ato cirúrgico não deve ser confundido com o tempo de permanência do paciente no ambiente de Centro Cirúrgico, pois, esta permanência envolve também o período de preparação anestésica e recuperação pós-operatória. Seu médico poderá lhe informar quanto ao tempo total.
• P: HÁ PERIGO NESTA OPERAÇÃO?
• R: O perigo não é maior ou menor que aquele de se viajar de automóvel, avião ou mesmo o simples atravessar de uma rua. São riscos do quotidiano, os quais estamos acostumados a enfrentar.
• P: HÁ DOR NO PÓS-OPERATÓRIO?
• R: Certo incômodo poderá ocorrer no pós-operatório. Quando houver esta intercorrência, poderemos combatê-la com analgésicos comuns.
• P: COMO É O CURATIVO?
• R: Faz -se a proteção da cicatriz com curativos pequenos. Protege-se a orelha (principalmente em crianças), nos primeiros dias, com uma espécie de touca, a fim de evitar traumatismos locais. Em alguns casos, recomenda-se o uso das faixas tipo "ballet"ou "tenis".
• P: QUANDO SÃO RETIRADOS OS PONTOS? HÁ DOR?
• R: Em torno do 8o. dia. Não existe dor na retirada.
• P: EM QUANTO TEMPO SE ATINGIRÁ O RESULTADO DEFINITIVO?
• R: Assim que se retira o curativo já teremos em torno de 80 % do resultado almejado. Após 12 semanas, o resultado será definitivo.
• P: NÃO HÁ O RISCO DE “VOLTAR O PROBLEMA DO ABANO” APÓS A CIRURGIA?
• R: Desde que devidamente conduzida a cirurgia, o resultado será definitivo. Convém salientar que uma leve assimetria poderá ocorrer, pois, mesmo as pessoas não operadas e que tenham orelhas normais, não apresentam simetria absoluta.

