Controle da infecção hospitalar


A partir de 1988, tornou-se obrigatório no Brasil, a constituição de uma Comissão de Controle de Infecção Hospitalar. Essa obrigatoriedade nem sempre resulta num grupo de controle de infecção efetivo e qualificado. Antes mesmo da obrigatoriedade, o HSM já tinha preocupação com controle de infecção hospitalar, tanto na qualificação dos profissionais, quanto no segmento de protocolos comprovadamente seguros e utilizados em outros locais do mundo. Desse modo, foi implantado um sistema de vigilância epidemiológica de infecção que é um dos pioneiros no Brasil, baseado no programa norte-americano de controle de infecção denominado NNISS (National Nosocomial Infections Surveillance System).

 

O sistema NNISS funciona da seguinte forma: o grupo de controle passa todos os dias nos setores procurando infecções hospitalares por todas as pistas: febre, alguma evidência de uso de antimicrobiano, entre outros. Como os critérios de diagnóstico são aceitos mundialmente, é possível efetuar a comparação de taxas. Outro fator que facilita a comparação, é a não mistura dos grupos de doenças diferentes.

 

No controle da infecção, um outro capítulo importante é o de treinamento, qualificação dos profissionais da área de saúde. A CCIH (Comissão de Controle da Infecção Hospitalar), formada por médico e enfermeira infectologista, direção do hospital, um representante da farmácia, um representante da Terapia Intensiva, do berçário, e um representante do laboratório de microbiologia, tem um programa de treinamento contínuo dos profissionais que atuam no hospital.

 

A CCIH funciona, ainda, como um fórum que leva as informações sobre todas as taxas para os setores e as discute, verificando onde aconteceu o erro, sua correção. A CCIH realiza o controle dos materiais que entram no hospital, incluindo os medicamentos, analisando a qualidade dos mesmos. Algo muito importante é a padronização dos antimicrobianos usados no hospital e o seu revezamento, visando evitar que as bactérias que circulam tornem-se imensamente resistentes. Há um programa para controle de resistência que implica o uso racional de antimicrobianos e outro de profilaxia cirúrgica, no qual é discutido com os cirurgiões qual o melhor medicamento, o melhor intervalo para ministrá-los.

 

CCIH: acompanha os curativos de pacientes cirurgiados, e também pacientes que apresentam resistência aos antibióticos, interagindo entre toda a equipe multi-disciplinar.